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Projeto interação

Há anos o Recreio participa de encontros de educadores, inclusive internacionais. Esses encontros propiciam troca de experiências e permitem uma atualização segundo as ideias e didáticas mais avançadas. Participamos, além de simpósios brasileiros, de simpósios em Buenos Aires (2003 e 2005) e em Barcelona (2004), centros de vanguarda da educação infantil. Desde 2003 instituímos o Grupão com o G4, o G5 e o G6 (tarde), e também com o G3 e o G4 (manhã), experiências que nos confirmaram na prática a importância de atividades inter-idades; pela qualidade da produção das crianças, pelo envolvimento de todas neste projeto e pela cooperação e respeito mútuo entre as crianças. A partir da análise destas experiências e à luz de nossos estudos, apostamos ainda mais na importância do Projeto Interação. A partir de 2005, passamos a promover, dentro da rotina semanal dos grupos, momentos instituídos de interação de crianças de idades próximas. Esta interação ocorre em atividades regulares, que fazem parte da rotina dos grupos, e são planejadas de modo que as crianças ajam e pensem em conjunto, produzam ou pesquisem, brinquem e trabalhem juntas, o que contribui para o aprendizado e crescimento de todos. Mesclamos crianças de diferentes grupos, formando subgrupos em que as relações se dão entre iguais, mas entre iguais heterogêneos que, sob condições adequadas, criadas e intermediadas pelo adulto, propiciam oportunidades de identificação e de construção da autonomia e situações de confronto, desestabilização e desafio. Elementos tão essenciais aos avanços nos campos social, intelectual e moral. É parte primordial desse processo desenvolver nas crianças uma série de posturas e atitudes como:

    • Curiosidade, participação ativa e interessada em conhecer e aprender;
    • Capacidade de relacionarem-se de forma respeitosa, afetuosa e solidária;
    • Autonomia frente às tarefas e desafios que enfrentam;
    • Atenção a direitos e deveres.
Essa nova forma de convívio, em atividades de interação conjuntas, gera uma relação muito especial entre as crianças e possibilita que compartilhem seu conhecimento em torno de um tema centralizador, que se conheçam melhor, se respeitem e, de fato, se unam ao conversar e brincar espontaneamente. Alguns pais comentam como as crianças fazem referência a membros de diferentes grupos, e a proximidade que manifestam quando se encontram em ocasiões fora da escola. Esta convivência ajuda também no estabelecimento das relações de direitos e deveres e no desenvolvimento de uma postura mais autônoma e corresponsável. Os grupos continuam a ter suas professoras como referência principal e têm garantidas sua configuração própria, identidade e particularidades, mas agora contam com mais adultos e colegas com quem interagir e trocar.  A organização de situações de interação, pela necessidade de planejar certas atividades em conjunto e de estabelecer acordos, trouxe consigo o incremento da interação entre professores, que passaram também a fazer mais frequentemente comentários sobre os acontecimentos e a buscar novas maneiras e momentos de intercâmbio. Com as atividades de interação realizadas com regularidade, foram criados novos caminhos na comunicação entre as crianças e entre os educadores do Recreio, contribuindo para transformar a escola em uma comunidade educativa, em que todos contam com os outros para aprender e colaboram, na medida de suas possibilidades, com a aprendizagem dos demais. Os pais também fazem parte deste trabalho: contribuem e participam dos temas dos momentos de interação da mesma forma que o fazem quanto aos projetos do grupo de seu (sua) filho(a).